Ora, Hora e Ore…

Conseguir gerir seu tempo talvez seja um misto de presença (capacidade de viver o agora), consciência do valor dos minutos e, por que não, fé e sorte (sabe aqueles dias que você pensa “como dei conta de tudo?”).

Destaquei o talvez acima pois, para mim, Gestão do Tempo é uma ciência (!?) completamente inexata. Por mais que os teóricos – eu me incluo nisso e posso a qualquer momento ser incoerente nesta análise – tentem colocar o tempo em uma caixinha adaptável a todo ser humano, não tem jeito.

Dizem que “tudo tem seu tempo”. Eu acredito nisso e acrescento:

Todos tem seu tempo.

Neste momento, poderia muito bem encerrar o texto por aqui, pois me parece que a mensagem principal já ficou registrada: “esqueça todas ferramentas de Gestão de Tempo que você conhece (…)”.

Porém, sinto que preciso fazer um adendo para expandirmos a reflexão: “(…) exceto aquelas que dão certo para você.”

Ou seja, analisar Teorias de Gestão do Tempo significa verificar não qual está certa ou errada, mas sim verificar qual teve mais sucesso em atingir as pessoas certas, mais vezes. Faz sentido?

Não estamos falando de um campo onde somente um método é correto. Estamos em um campo onde as possibilidades são infinitas (como o tempo?!) e qualquer teoria é bem-vinda, mesmo que ela seja útil apenas para você.

Partindo deste pressuposto, almejo aqui trazer inspiração, dicas que são valiosas para mim e que podem ser úteis para você. O motivo? Sou constantemente questionado sobre como consigo dar conta de tudo.

Para alinharmos expectativas, vou definir esse tudo: além de namorado, filho, irmão, neto, bisneto, genro, sobrinho, primo e amigo, também estou vereador de minha cidade, tenho uma empresa de consultoria em desenvolvimento humano, estou fazendo uma Pós-Graduação em Gestão Pública, sou colunista de jornal, tenho um programa na webrádio, sou leitor assíduo de livros e notícias, “rato de academia” (nunca vi um rato sarado, você já?), disputo provas de corrida, pratico dança de salão, faço trabalho voluntário e assisto 6 séries (no mínimo) na Netflix.

Enfim, o tempo é hiper valioso para mim e um grande aliado para dar conta dessa rotina alucinante, sem alucinógenos.

Uma Teoria: Matriz de Gestão do Tempo

Nos treinamentos que desenvolvo sobre esta temática, dentre as várias abordagens, esta – a Matriz de Gestão do Tempo – parece ser a de maior sucesso. Pois, de forma simples e direta, ela ajuda você a priorizar suas atividades, definindo ações e planos entre Urgente e/ou Importante. Veja só:

Conteúdo da Endeavor – fonte: adaptado por Marcelo Nakagawa

 

Fácil, não é mesmo? Eu uso um quadro branco e post-its no quarto para organizar a Matriz, que aprendi através do trabalho do meu Coach, Marcelo Colleoni. Mas tem gente que usa a própria tela do computador ou celular, um papel A3 que fica visível no trabalho com anotações a lápis e outras formas. A dica mais bacana que dou é usar cores diferentes para áreas distintas de sua vida (exemplo: amarelo-profissional; verde-financeiro; azul-saúde; laranja-estudos, etc).

Se quiser mais informações sobre essa ferramenta, recomendo os conteúdos disponibilizados pela Endeavor.

Algumas outras dicas

Além da sugestão acima, trago alguns outros pontos que podem (e devem) ser, no mínimo, experimentados por você:

#1 – Não permita que a procrastinação vire um hábito;

#2 – Agende “o vazio” na agenda (5 minutos entre uma tarefa e outra são extremamente valiosos);

#3 – Evite fazer “mil” coisas ao mesmo tempo;

#4 – Defina um horário específico no dia para responder e-mails e/ou whatsapp;

#5 – Cuide da saúde (afinal, sentir-se bem é pré-requisito básico para usar o tempo de forma útil);

#6 – Aprenda a dizer não (por favor!);

#7 – Faça reuniões – com pauta clara – de no máximo 30 minutos (ou faça uma pausa antes de alongar);

#8 – Falando em reuniões, deixe claro – desde o início – quanto tempo você tem disponível;

#9 – Não esqueça de determinar o tempo de deslocamento entre um local e outro (muita gente esquece!);

#10 – Considere o imprevisto na agenda (sim, é possível prever o imprevisto – ao menos no tempo!)

#11 – Determine 3 metas diárias e realmente importantes para seu desenvolvimento (deixe-as visíveis);

#12 – Alinhe tarefas mais complexas a momentos do dia em que sua energia está maior (afinal, não adianta assistir Netflix quando você está “bombando de ânimo” e começar o relatório na “bad”).

Bem, já estou gastando muito do seu tempo. Mas espero, de coração, que você possa experimentar algumas destas dicas no seu dia a dia. Quem sabe começando hoje!

O mais importante que quero destacar é:

Quando você valoriza o tempo, ele te valoriza. E então, muita coisa boa começa a acontecer na vida. Confie. 

Portanto, boa jornada! E se precisar, é só chamar.

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Abraços,

Gustavo Bonafé.

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