Há alguns meses venho vivendo um processo profundo de reflexão em busca de minha
essência como facilitador.
Ou seja, qual é o meu lugar único dentro da profissão que escolhi?

Perceba que essa é uma questão que você pode aplicar para seu contexto.
As questões ainda estão vivas, germinando para mim, mas senti o impulso de compartilhar
com outras pessoas a experiência com este momento.
Diversas fontes alimentaram até agora os pensamentos e percepções: conversas com
pessoas próximas, leitura de livros, vivências no Aprofundamento Espiritual da ADIGO
Consultores, no Art of Hosting Porto Alegre e com os Doutores da Alegria, atuação em
trabalhos da Kailo e momentos de solitude (diferente de solidão, é o querer estar só, estar
sozinho por opção).
Que lugar único é esse? Como percebê-lo? O que impulsiona minha paixão por
desenvolvimento humano?

Atento às nuances e aos detalhes de experiências passadas, entregas atuais e visão de
futuro, encontrei uma palavra: Humor (bom humor). Algo que agora começo a desbravar
com afinco, na esperança de entender seu papel no mundo da facilitação.
Não me limito a enxergar o humor como apenas “fazer rir”. Quero explorá-lo a fundo e
verificar…

A pergunta que não quer calar…
Olhando para esta questão me lembro de professores que marcaram meu aprendizado; de
histórias, ao lado de amigos, que me ensinaram algo que carrego até hoje; de momentos
de nostalgia quando estava sozinho, muitas vezes em conexão com a natureza; lembro
dos infinitos sorrisos que brotam nos trabalhos de desenvolvimento que participo.
Está em tudo. Está presente.
Não só a risada, mas a beleza, mesmo onde o belo é difícil de ser encontrado; na leveza,
mesmo onde o leve é difícil de ser ativado. Tem amor, tem cuidado. Tem o brincar, muitas
vezes não acompanhado do competir, mais apenas do divertir.
E nesse caminho, alguns pensamentos/questões já surgiram:
Uma das vivências mais libertadoras que podemos experimentar na Terra é o choro
misturado com o riso, e vice-versa.
O Humor quando assertivo impulsiona o “estar presente”. Rir é dar espaço para sua alma
se reverberar no mundo…
Humor é cuidar com amor.
O Humor é a base sólida que sustenta a ponte entre seu Ser Criança e seu Ser Adulto.
É possível cuidar de processos profundos de transformação sem uma gotinha de Humor
no meio?

Qual o papel do humor frente à reconexão do ser humano com o espírito e a natureza?
Como expandir a qualidade e a frequência dessas experiências?
Como esses pensamentos e questões ressoam para você?
Com certeza, ainda há muito por vir, por emergir. E não é uma investigação fácil, pois creio
que o Bom Humor (com profundidade de transformação) fica no limiar entre o superficial e
o fora de hora.
Apreciando as frases e questões, parece-me que no Humor assertivo contempla
um timing, a palavra ou expressão certa, o olhar, a beleza, a sutileza…é uma arte.
Ser assertivo com o humor é como ser certeiro com um arco e a flecha. Onde o arco é sua
essência e a flecha é a expansão dessa essência, passada com carinho para o todo, para
o grupo.
Hoje, vejo que o humor faz parte do meu desenvolvimento, de minha entrega única no
mundo da facilitação, o que faz meu olho brilhar…
E você, onde percebe o Bom Humor na vida? Como pode tê-lo mais por perto?
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