Durante séculos o Templo de Apolo, na cidade grega de Delfos, foi considerado o umbigo do mundo. No local, encontrava-se o Oráculo de Delfos – sacerdotisas que em uma espécie de transe mediúnico se amparavam com Apolo e prediziam acontecimentos para filósofos, reis e generais. Apesar do Oráculo de Delfos ter sido difundido pelo mundo como um local em que aconteciam previsões do futuro, ele era também um templo espiritual e filosófico. São de suas ruínas que surgiram diversos aforismos, dentre eles o:

“Conhece-te a ti mesmo e descobrirás todos os segredos dos Deuses e do Universo”.

Tal aforismo (ou máxima de Delfos) introduz um dos grandes anseios do homem, o autoconhecimento.

Conhecer a si mesmo é como uma arte de descobrir o seu papel no mundo, identificar seus propósitos, o porquê de estar aqui. Logo, passar a vida sem se conhecer é o mesmo que “viver sem saber se existiu”. Para a psicologia, a prática de se conhecer melhor faz com que tenhamos maior controle sobre nossas emoções, sejam elas positivas ou não. É como se, ao alcançarmos controle emocional por meio de autoconhecimento, pudéssemos evitar sentimentos de baixa autoestima, inquietudes, frustrações e ansiedades, levando a um exercício de bem estar que ocasiona resoluções produtivas e conscientes sobre variadas questões e/ou problemas.

Bom seria se todos dedicassem um tempo a se conhecer pelo menos em algum momento do dia. Mas é de conhecimento global que, atualmente, vivemos em um mundo em que tempo é considerado dinheiro. Incrível como, apesar de sermos a sociedade da informação e do avanço tecnológico, estamos cada dia mais distante do autoconhecimento por que ele “custa” tempo e as pessoas vivem com pressa, dizendo que não tem tempo para nada. Daí eu pergunto, como pode ser assim? Tempo é questão de organização e, principalmente, de prioridades. Ao definir o que é importante para você – carreira, família, saúde – o tempo sempre estará a sua disposição. É você quem o controla jamais o contrário.

O indivíduo que escolhe conhecer a si mesmo nunca perderá tempo, ele vai ganhar e muito! Quem se conhece ganha vida, aprimora suas qualidades e tenta amenizar seus defeitos, seus valores são despertos e suas energias são direcionadas ao que verdadeiramente importa: o desenvolvimento humano. Uma vez que você se conhece é possível se doar a causas, a pessoas e fazer algo de bom para o ambiente ao seu redor. Pode até ser que você gaste algumas horas do seu precioso tempo, mas, conhecer-se, vai render mais lucros para sua vida do que é possível imaginar.

Sejamos a mudança que a sociedade atual precisa…

para que, em um futuro distante, quando as próximas gerações forem nos “escavar”, não encontrem aforismos que remetam a pessoas “sem tempo”, “sem vida” e “sem prazer”, mas sim, a uma sociedade que dedicou a “conhecer a si mesmo e ao mundo”, deixando também como herança desenvolvimento humano e, não apenas tecnologia.

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