Gostaria de convidá-los a refletir:
O que é uma boa pergunta?
Qual foi a última boa pergunta que você fez para alguém? O que aconteceu?
……….
Em um mundo cada vez mais dinâmico, ansioso pela velocidade, onde a “perda de tempo”
é algo que NÃO PODE acontecer, é comum explorarmos nosso poder de (rápida) decisão.
Nesta linha de pensamento, trago alguns insights do livro “O que a internet está fazendo
com nossos cérebros – A Geração Superficial” que oferece uma visão científica
interessante da influência tecnológica sobre nosso raciocínio:
A necessidade de avaliar links e tomar as decisões de navegação relacionadas, enquanto
processa uma quantidade impressionante de estímulos sensoriais, exige constante
coordenação mental e tomada de decisões, distraindo o cérebro do trabalho de interpretar
texto ou outras informações.
Quando circuitos particulares do nosso cérebro se fortalecem através da repetição de uma
atividade física ou mental, eles começam a transformar essa atividade em um hábito.
O que acha disso?
Se prestarmos atenção, a nossa volta, o verbo Solucionar e Sugerir reinam, tem presença
garantida nas nossas conversas, discussões, reuniões, processos de grupo, etc. Não há
nada de errado nisso. Afinal, em algum lugar teremos que chegar, certo? Porém, qual a
qualidade dessas decisões? Quais as perguntas que norteiam nossas escolhas?
Se prestarmos mais atenção ainda, veremos que muitas de nossas questões estão
acompanhadas de “Ou”, “E se…?”, “Você não acha…?”, “Não é?”, “Você tem certeza?” e
por ai vai. Perguntas que não só limitam a gama de respostas das pessoas, como muitas
vezes “podam” novas ideias e a criatividade presentes naquele momento.
Assim…que tal recuperar o poder da pergunta? Perguntar de forma aberta! É um exercício
complicado, nada fácil, mas que pode ser muito valioso para nossas experiências. E, se o
praticarmos, tornaremos-o um hábito.
Vamos juntos nessa?

Para formular perguntas abertas, seguem algumas dicas:
1. Use mais Como!
Exemplo: Como você se sente em relação a essa estratégia? (Aberta, com um mar infinito
de opções de respostas)
Bem diferente de “Você gosta dessa estratégia?” (Fechada, é sim ou não)
2. Use mais O Que, Qual, Quando, Quem!
Exemplo: Qual sua ideia para essa apresentação? (Aberta – ahhhh que emoção não saber
o que vem pela frente)
Agora: O que acha de fazer um PowerPoint com os gráficos de nossa pesquisa? (Fechada
– foooim fooim foim)
3. Cuidado com o “Por quê”! Muitas vezes o “por quê” pode puxar julgamento ou
curiosidade.
Exemplo: Por que você acha isso? (Talvez soe agressivo)
Opção: Fale mais sobre esse ponto. (Aberto, uhuuul)
4. Sempre reflita: Qual o objetivo da minha pergunta? Atende as expectativas desse
processo? (Seja ele uma conversa entre amigos, namorados, equipe de trabalho ou uma
negociação)
Trabalhar com perguntas abertas pode ajudar a preservar a genuinidade de uma resposta.
Quando não damos limites a quem responde, permitimos que o que realmente importa
seja dito. Nada mais justo do que confiar naquele que vive o desafio, o problema, a
questão. Não é mesmo? (Essa é uma pergunta fechada).
E foi, através de uma pergunta aberta, que recentemente recebi um presente da vida. Em
um trabalho no qual tive contato com jovens participantes da rede CDI, perguntei para um
deles:
O que te motiva?
Recebi mais do que uma resposta, uma lição de vida:

Um dia eu estava contemplando a paisagem e todos que me viam paravam também para
olhar. Até que alguém perguntou:
– O que de tão extraordinário você está vendo nesse prédio?
E eu respondi:
– Não estou olhando para o prédio, estou olhando para o céu.
As pessoas simplesmente partiam, sem entender nada, algumas até bravas.
Então, pensei: a maioria sempre busca algo extraordinário para contemplar e acaba não
percebendo que o mais extraordinário que temos é a Vida. Por isso, o que me motiva é
Viver o Agora. – Igor, 13 anos, educando do CDI.
Um forte abraço e a torcida de que novas possibilidades se abram para você. =)
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Referências: Livro – A Geração Superficial       CDI

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